Diário do Capitão: Chegando a Krakatoa (Parte 2)

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Sem vento, seguimos a motor, tendo o máximo cuidado com as redes de pesca, que são inúmeras no trajeto. Chegou a noite e já tínhamos desviados de duas grandes redes. No entanto, à 1 hora da manhã, ficamos presos em uma delas. O cabo da rede se enrolou no bulbo de chumbo da quilha a 5,20 metros de profundidade. O Wilhelm teve que mergulhar com lanterna e faca e cortar os cabos para podermos seguir a navegação.

Depois desse episódio, mudamos o rumo e tivemos que dar uma grande volta para entrar na rota dos navios e assim ficarmos safos das redes. Passamos por muitos rebocadores puxando chatas de carga e, quando chegamos no estreito entre as Ilhas Java e Sumatra, o movimento de balsas é intenso e a navegação foi feita com muita atenção.

Chegamos em Krakatoa às 12h30 e ancoramos na frente do vulcão, onde tem um contingente oito guardas do parque nacional. Solicitamos a permissão para visitar e pagamos as taxas para poder caminhar e filmar a área. Fizemos as filmagens durante toda tarde e aproveitamos para filmar a cratera com o drone.

O vulcão Krakatoa ficou conhecido depois da sua erupção em 1883, foi considerada a segunda erupção vulcânica mais fatal e destruidora no mundo. Foram 22 horas de explosões. A população imaginava que o vulcão estava extinto, sua cratera tinha 16 km de diâmetro. O vulcão tinha 2 mil metros de altura e, com as explosões, ele desabou e toda a montanha de terra desapareceu. A explosão foi tão violenta que jogou pedras a altura de 27 km e o som da explosão foi ouvida a 5 mil km na Ilha Rodrigues, Austrália, Filipinas e Índia.

Os efeitos da explosão com as cinzas e poeiras na atmosfera fez com que a temperatura no mundo se alterasse. Vários tsunamis ocorreram nas ilhas Java e Sumatra com ondas 40 metros e mais de 36 mil pessoas morreram.

O atual Anak Krakatoa (filho de Krakatoa) poderá ser ainda mais poderoso se houver uma erupção com sua cratera de 50 km. Ele tem uma altura de 800 metros e cresce anualmente 5 metros. O filho de Krakatoa é um vulcão ativo e está monitorado pelos vulcanologistas permanentemente. O nível de alerta é 2. Os cientistas dizem que, se ele chegar à altura do Krakatoa, poderá ter uma erupção catastrófica de grandes proporções que irá afetar grande parte do nosso planeta.

Decidimos dormir no ancoradouro e seguir viagem pela manhã. À noite, no cockpit do veleiro, eu fiquei olhando a cratera do vulcão e imaginando a sua grandeza e que não somos nada perante a natureza.

Saímos no outro dia, às 7h30 da manhã para ilhas Mentawai distante 440 milhas. O vento, de NE de somente 5,2 nós, mar calmo a motor e velocidade de 6,8 nós.

Toda a navegação foi a motor com alterações pela manhã com vento terral e a tarde quando chegava a chuva acompanhada de ventos forte de 35 nós.

Nesta travessia pegamos um atum pequeno. Chegamos na enseada da ilha a tarde do dia 18/09 e nossos amigos Alexandre e Luana estavam nos esperando. Antes de entrar no ancoradouro, fizemos contato por rádio e ele nos deu as coordenadas e sua embarcação nos levou no lugar certo para ancorar rodeado de corais e bem na frente da sua pousada a Ulau Manua Resort.

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